Dance Para o Rádio: Oasis

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Lançado em 1995,

(What’s the Story) Morning Glory?

foi o disco que consolidou o

Oasis

como uma das maiores bandas de rock do planeta. 

No ano anterior, a banda havia lançado seu debut-album,

Definitely Maybe

, e precisava nesse segundo disco repetir o sucesso do primeiro, para não cair naquela maldição do segundo álbum, assim como aconteceu com uma das suas principais influências, o

Stone Roses

.

Mas existe uma máxima no mundo da música que diz que lançar um bom primeiro disco, que faça um sucesso arrebadator, já não é coisa das mais fáceis; fazer um sucessor que seja ainda melhor e que tenha mais êxito, é mais difícil ainda. 

Mas o

Oasis

conseguiu. Definitvamente sim (com o perdão do trocadilho). O guitarrista e responsável por toda a parte cerebral do grupo,

Noel Gallagher

, estava em sua melhor fase criativa. E segundo o próprio, usando mais drogas do que nunca.

A título de informação, o disco é o terceiro mais vendido da Inglaterra até hoje, só perdendo para o Greatest Hits do Queen e para o Sgt. Peppers, dos Beatles. É pouco ou tá bom?

E que a banda sempre teve muita influência dos

Beatles

em seu som, isso nunca foi segredo pra ninguém, mas no período correspondente entre os anos de 1994 e 1997 isso era gritante, sobretudo nesse disco. Aliás, isso se nota logo nas duas primeiras faixas,

Hello

e

Roll With It

, que traziam uma sonoridade que conseguia pegar toda a atmosfera do rock dos anos 60 e juntar com a, até então, modernidade da segunda metade dos anos 90.

Adiante, os dois maiores hits da carreira do grupo. E claro, do disco.

Wonderwall

e

Don’t Look Back in Anger

. Reza a lenda, que na época das gravações do álbum,

Noel

chegou com as duas músicas para Liam e deixou que ele escolhesse qual ele queria cantar. O irmão mais novo optou por

Wonderwall

.

Não há uma teoria precisa para a origem da composição de Wonderwall. Há quem diga que Noel fez para sua namorada na época. Há também quem diga, que ele a compôs para Liam, depois de uma briga séria entre os dois irmãos. Embora Noel já tenha afirmado que a música de fato teria sido composta para sua namorada, tempos depois ele negou, e afirmou ser para um amigo imaginário.

Don’t Look Back in Anger é sem dúvida um dos hinos absolutos dos anos 90. Indiscutivelmente, uma das meninas dos olhos de Noel. Toda carregada em um piano semelhante ao de Imagine, de John Lennon, a faixa ainda tem um solo que, embora não seja difícil de ser executado, ainda assim soa brilhante.

Embora tenha ficado claro que o

Oasis

diminuiu o ritmo se comparado com

Definitely Maybe

, o disco ainda tem seus momentos com a distorção ligada, tais como em

Some Might Say

,

Hey Now

e na épica

Morning Glory

, que tem um dos melhores solos de guitarra de

Noel

até hoje.

Assim como nas duas primeiras faixas,

She’s Electric

aparece com uma forte influência dos

Beatles

, aliás, pode se dizer que até mais do que nas duas anteriormente citadas. Ela faz lembrar os Fab Four não apenas na música, mas até nos modos como a letra foi composta e se fez entender.

Já na linha de baladas acústicas que viram hinos de uma geração, tais como

Wonderwall

, temos

Cast no Shadow

, que mesmo não tendo virado single, é uma das músicas mais queridas e admiradas pelos fãs da banda até hoje.

Aliás, essa ligação que podemos fazer entre as faixas até faz certo sentido, inclusive tendo sido explicada pelo próprio Noel, que afirmou que todas as faixas de (What’s the Story) Morning Glory? tem uma ligação espiritual entre si, embora Noel seja declaradamente ateu.

Geralmente as bandas procuram fechar seus discos de maneira serena, sóbria. No caso desse disco, serena pode até ser, mas sóbria, não.

Champagne Supernova

exala álcool e psicodelia pelas caixas de som em seus quase oito minutos de duração. Outra das lendas que cerca esse disco, é sobre essa faixa. Dizem que ela foi tocada pela primeira vez em uma van, por

Noel,

apenas com um violão. Quando o mesmo terminou, o guitarrista

Bonehead

teria começado a chorar copiosamente, de tão bonita que era a música. E de fato é.

Num apanhado geral, se (What’s the Story) Morning Glory? tivesse que receber outro título, só caberia Greatest Hits, pois mesmo que nem todas as faixas tenham tido a oportunidade de ter virado single, todas elas se tornaram verdadeiros hinos ingleses.

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